Os cometas passam.
Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam.
As estrelas permanecem.
O Sol permanece.
Passam anos, milhões de anos e as estrelas permanecem.
Há muita gente cometa.
Passa pela vida da gente apenas por instantes, gente que não prende ninguém e a ninguém se prende.
Gente que passa sem marcar presença.
Brilham apenas por instantes e com a mesma rapidez que aparecem, também desaparecem.
Importante é ser estrela.
Permanecer.
Estar presente.
Marcar presença.
Estar junto.
Ser luz.
Ser calor.
Ser vida.
Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração.
A solidão de muitas pessoas é consequência de que não podem contar com ninguém.
A solidão é resultado de uma vida de cometa.
Ninguém fica.
Todos passam.
E a gente também passa pelos outros.
Olhando os cometas é bom não sentir-se como eles, nem desejar prender-se em sua calda. Olhando os cometas é bom sentir-se estrela, marcar presença.
Ter vivido e construído uma história pessoal, ter sido luz e calor para muitos.
Ser estrela nesse mundo passageiro, neste mundo cheio de cometas é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa.
É nascer e ter vivido e não apenas existido.
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